domingo, 17 de outubro de 2010

"CNBB assina panfleto contra Dilma e Lula" e "CNBB recua e afirma que não recomenda voto anti-Dilma"

CNBB assina panfleto contra Dilma e Lula
13/10/2010

Belo Horizonte. Um panfleto atribuindo posições pró-aborto do PT ao governo federal, ao presidente Lula e à presidenciável petista Dilma Rousseff foi distribuído, ontem, em uma missa campal em homenagem a Nossa Senhora de Aparecida em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.(...)

(...)O panfleto, datado de 26 de agosto deste ano, termina recomendando que os brasileiros, "nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

O texto, chamado "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", é assinado pelos bispos da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), responsável pelo Estado de São Paulo. Está publicado no site da regional desde agosto. A regional é presidida pelo bispo de Santo André (SP), dom Nelson Westrupp.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=866961
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CNBB recua e afirma que não recomenda voto anti-Dilma
17/10/2010

A ala paulista da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou comunicado, neste domingo, esclarecem que "não indicam nem vetam candidatos ou partidos" e ainda ressaltando "que não patrocinam a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra" dos candidatos que disputam as eleições presidenciais neste ano.

A nota é assinada por dom Nelson Westrupp (Santo André), que foi o mesmo que assinou o documento feito pela Regional Sul 1, que reúne os bispos de São Paulo, em que atribuía posições pró-aborto a candidata Dilma Rousseff, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT.(...)

(...) "O erro que foi a apresentação de siglas partidárias. Isso não poderia ter acontecido. Você pode fazer uma nota tranquilamente, mas a partir do momento que você cita nomes e cita partidos políticos aí você fere as pessoas", explicou o coordenador da comissão de comunicação da regional, o bispo de Limeira (SP), dom Vilson Dias de Oliveira

Fonte:http://www.sidneyrezende.com/noticia/104974+cnbb+recua+e+afirma+que+nao+recomenda+voto+anti+dilma

AMIGOS, A PROPOSTA AQUI NÃO É PROVOCAR O CONFLITO RELIGIOSO. QUALQUER POST NESTE SENTIDO NÃO SERÁ ACEITO. A PAUTA É: TEMAS QUE ENVOLVEM ÉTICA, MORAL E RELIGIÃO, COMO O ABORTO,POR EXEMPLO, SEREM UTILIZADOS COMO FATORES DECISIVOS NA ESCOLHA DE UM CANDIDATO. BOM DEBATE!

6 comentários:

  1. Sem dúvidas, a questão do aborto interferiu, direta ou indiretamente, nas estatísticas. A repercussão do assunto na mídia acabou por tirar pontos percentuais significativos da candidada Dilma. O PT nega, mas está REGISTRADO o vídeo pela ISTOÉ em que Dilma afirma o desejo em aplicar o aborto no sistema público de saúde.

    ' Acho que tem de haver a discriminalização do aborto. Acho um absurdo que não haja. '
    Dilma Rousseff em 4/10/2007

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  2. A qustão gerou muita polêmica. Se por um lado , Dilma mostrou apoio a legalizaçao do aborto , por outro a esposa de Serra já o teria praticado fora do país.Então como a CNBB poderia apoiar um dos dois?
    O fato é que Dilma perdeu alguns pontos nas pesquisas,que podem fazer a diferença na escolha do presidente ,mostrando a influencia que as instituiçoes religiosas excercem sobre o povo.

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  3. Com o recuo de Dilma com relação à descriminalização do aborto, fica clara a sua intenção de, com esse gesto, ganhar os votos de pessoas mais influênciadas pela religião na hora de votar. Em minha opinião, não há uma necesidade de alterar seu voto por causa de sua religião.

    Podem ocorrer casos de candidatos sérios, comprometidos, com propostas sólidas e histórico impecável, que certamente ajudariam o país - e muito - serem prejudicados por possuírem projetos que vão contra certos preceitos religiosos, como uma lei de legalização da maconha, por exemplo. Provavelmente perderíamos não elegendo esse candidato. Além disso, há como vetar leis já em vigor. Se determinado porcentual de assinaturas da população brasileira (seguindo certos critérios) for obtido, qualquer lei pode ser vetada. Aí dependeria de nosso compromisso com o Brasil.

    Não vejo, com base em tudo isso, o porquê de se mudar o voto devido à sua religião.

    João Gabriel 1º A

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  4. Bom, chega a ser irritante o modo como religiao e politica se misturam em alguns casos, algo que nao deveria acontecer.
    A politica deve fluir com debates, propostas, processos, passeatas, projetos e mudancas, mas tudo isso sem a interferencia das religioes, ja que, o poder que a religiao exerce sobre as pessoas é diferente do poder politico e de seus ideais ideologicos. Sendo assim, na minha opiniao, inaceitavel essa mistura.

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  5. Nitidamente, a questão do aborto gerou polêmicas durante as propagandas para segundo turno. A oposição se utilizou da fala de Dilma para tentar conseguir votos (essencialmente daqueles totalmente contra a descriminalização do aborto). Bom, fugindo da questão do aborto e tratando de forma geral, os "deslizes" (que muitas vezes não precisavam de tanto enfoque) vindos tanto de Dilma quanto de Serra, foram criticadas pela oposição, como forma de difamar os candidatos. Não é isso que se espera de propagandas políticas. Os eleitores têm o direito de assistir à debates concretos e discursos sem tentativas de agressão à oposição.

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  6. É ridiculo isso, CNBB deveria ficar quieta, sem se manifestar no campo político, aliás vivemos num estado laico, não vivemos ?
    Foi realmente revoltante ver a batalha religiosa medieval que chegou a campanha em alguns pontos.
    Hoje dia 01/11 Dilma é a nova presidente, a cnbb mais uma vez insiste em fazer cobranças em relação a pontos de cunho moral/religioso.

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