08 de setembro de 2010
Bucareste não aceita argumentos de Paris de que minoria estaria ligada ao aumento da criminalidade
PARIS - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, enviará dois ministros à Romênia na quinta-feira para explicar sua política migratória que está causando a expulsão de centenas de ciganos do território francês e gerando críticas de outros membros da União Europeia. As informações são da agência AFP.
(...)Em sua política contra a imigração irregular e contra a criminalidade, Sarkozy e os conservadores da França endureceram as medidas contra os ciganos, em sua maioria de origem búlgara ou romena, desmantelando dezenas de acampamentos e extraditando mais de mil deles desde o fim de julho.
O governo francês insiste que essas medidas estão de acordo com as leis vigentes na França e as regras europeias e usa o crescimento da criminalidade no país como pretexto para justificá-las.
As explicações, porém, não convenceram o governo romeno. "O argumento de que os ciganos ameaçam a segurança pública não é válido", denunciou a chancelaria de Bucareste. A Romênia, membro da União Europeia desde 2007, pediu a Bruxelas que verifique se a volta dos ciganos ao seu país de origem é "voluntária", como alega Paris.
Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Vaticano criticaram as expulsões, mas a França não revogou as medidas. Para 55% dos franceses, a política contra os ciganos respeita os valores da república, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta.
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ministros-franceses-vao-a-romenia-defender-politica-contra-ciganos,606763,0.htm
“É importante observar: a sociologia nasce e só pode nascer numa sociedade que se interroga sobre si mesma, que questiona suas normas, que faz de sua existência e de seu funcionamento um problema; numa sociedade que não se julga mais ancorada numa ordem exterior e que não mais encara suas instituições como fatos naturais”. FRANÇOIS CHÂTELET
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Este caso possui alguma relação com o post anterior sobre o Irã.
ResponderExcluirA primeira dama francesa, Carla Bruni-Sarkozy, foi à imprensa e se mostrou indignada à notícia do apedrejamento de Mohammadi Sakineh, criticando o governo iraniano e inclusive oferecendo sua ajuda para negociações.
Nesta situação que envolve diretamente ações do governo francês ela ainda não se pronunciou (não que eu saiba até agora).
E aí? A situação requer dois pesos e duas medidas ou uma ação não contradiz a outra já que são casos diferentes?
A primeira frase do comentário anterior está escrita errada. Ao invés de afirmar lanço uma interrogação.
ResponderExcluirDesculpe a falha...
Essa política de expulsão se baseia no aumento do índice de criminalidade. Muitos ciganos vivem ilegalmente na França, e seus acampamentos são apontados como pontos de prostituição, abusos, exploração. Além do mais, o Estado francês afirma que alguns ciganos estão envolvidos com o tráfico infantil e com a mendicância. É um argumento a ser levado em consideração. O governo francês oferece dinheiro para que as comunidades regressem ao país de origem. Algumas, porém, retornam à França.
ResponderExcluirApesar de alguns protestos, mais franceses apóiam a expulsão dos ciganos do que são contrários (a própria notícia diz que 55% da população acredita não ser esta uma medida que afeta os valores da república). Isso é levado em conta por Sarkozy, afinal, em 2012 serão realizadas as eleições presidenciais na França, e o atual presidente do país é candidato à reeleição.
Particularmente, não sou contra a ação de Sarkozy.
Só complementando meu comentário:
ResponderExcluirEm julho deste ano, a França proibiu o uso da burca e do niqab em locais públicos do país. Essa medida gerou polêmica, pois de um lado, contestava-se o direito à liberdade do uso de vestimentas, e de outro, justificava-se a medida como forma de negar a submissão da mulher muçulmana.
Esse fato me fez questionar a respeito do lema "liberdade, igualdade, fraternidade" associado à França. Somado a isso, tem-se a questão da expulsão dos ciganos fixados do país. Seriam essas medidas contrárias aos princípios pregados por este? Acredito que não.
A não proibição do uso da burca significaria conformidade e aceitação francesas frente à submissão da mulher ao homem, o que implicaria em desigualdade, analisada segundo os ideais ocidentais. Logo, onde estariam os direitos à igualdade?
Já a expulsão dos ciganos é uma medida que tende a diminuir os índices de criminalidade gerada por estes. Não estou dizendo que as comunidades ciganas são maléficas para um país, mas para França, são desfavoráveis, conforme os argumentos apresentados por Sarkozy. Em “tempos difíceis”, os mais carentes são os primeiros afetados, pois sua expulsão é tida como solução de problemas. Nesses “tempos difíceis”, antes “abandonar” os ciganos (por sinal, em sua maioria, ilegais) do que a própria população francesa. Como o governo não apresentou um planejamento para resolver o problema dos ciganos (pelo menos, até onde sei), não sou contra as medidas adotadas por Sarkozy.
Ana Luiza 3B
ResponderExcluirNão sou a favor das medidas tomadas pelo governo francês. A expulsão dos ciganos , como foi dito no artigo, não convenceu. Se fosse para proteger o povo francês de outra etnias, era para se vigiar com tanta rigidez todas as outras etnias que também migram aos milhares por ano, para a França. Se o país tem dificuldades com os ciganos, estes não são o único problema.
Não sou a favor da expulsão dos ciganos, até certo ponto. Pelo fato que por enquanto apenas estão falando que eles fizeram isso e aquilo, mas nada foi comprovado. Caso seja comprovado, ai sim minha ideia muda em respeito a isso. Agora se a criminalidade aumentou, eles devem analisar bem, porque afinal, quem tem certeza que a culpa é dos ciganos? Enfim, essa é minha opinião sobre esse assunto.
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