O Irã anunciou nesta quarta-feira que suspendeu a pena de morte por apedrejamento contra Sakineh Mohammadi Ashtiani, informou a emissora estatal iraniana Press TV. O anúncio foi realizado por meio de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast. O porta-voz disse que o caso da mulher será revisado e, por enquanto, a pena está suspensa. "O veredicto referente às relações extramatrimoniais foi suspenso e está sendo revisado", disse o porta-voz à emissora estatal em língua inglesa Press TV.
O caso Sakineh gerou uma onda de protestos internacionais contra o Irã. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a oferecer abrigo a Sakineh no Brasil, mas o Irã recusou a proposta. Vários países e entidades denunciaram o caso como um abuso e pediam a libertação da mulher, condenada por trair o marido e, posteriormente, acusada de envolvimento na morte dele.
Como o Irã trata o caso como um crime comum, o porta-voz da chancelaria criticou o fato do "julgamento por homicídio" ter sido transformado em "uma questão de direitos humanos". O funcionário disse que o caso de adultério será revisado e a sentença por cumplicidade no homicídio está "em processo".
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/08092010/25/mundo-ira-suspende-apedrejamento-condenada-adulterio.html
“É importante observar: a sociologia nasce e só pode nascer numa sociedade que se interroga sobre si mesma, que questiona suas normas, que faz de sua existência e de seu funcionamento um problema; numa sociedade que não se julga mais ancorada numa ordem exterior e que não mais encara suas instituições como fatos naturais”. FRANÇOIS CHÂTELET
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Galera, mais um caso envolvendo a questão cultural x direitos humanos.
ResponderExcluirO caso ganhou repercussão nos últimos dias muito levou-se em conta a morte por apedrejamento de Sakineh pelo crime de adultério. Em países islãmicos o adultério é crime mas vale lembrar que ela também é acusada de participação em homicídio.
Sem querer defender a pena de morte (penso exatamente o contrário), questiono a vocês se:
a)não há uma certa hipocrisia de certos países que instituem a pena de morte ou simplesmente não questionam quem a pratica e que de vez em quando aparecem na mídia como defensores da moralidade e dos direitos humanos;
b)não importa se o meu país viola os direitos humanos, o que importa é que uma mulher está em vias de ser executada por um crime no mínimo questionável.
Vejo um contrate em relação a essa questão : Enquanto no Irã há pena de morte para um caso que, na minha opinião, me referindo APENAS ao adultério, é de pequena gravidade ( vale a pena destacar que a mulher ainda é acusada por um SUPOSTO homicídio), no Brasil casos como um menino que é arrastado por quilômetros e uma garotinha que é jogada de certo andar de um prédio pelo próprio pai ( todos casos julgados ) são tratados momentâneamente, sendo depois simplesmente esquecidos, os culpados punidos ( e favorecidos depois pela redução de suas penas ). Nosso ' acolhedor ' presidente, incapaz de preservar NOSSOS direitos humanos, quer comprometer-se a acolher Sakineh. Não julgo a atitude. Considero-a positiva, porém, qual a prioridade questões humanas brasileiras ?
ResponderExcluirconcordo plenamente...
ResponderExcluirSe o nosso país olhasse para os nossos problemas antes de interferir nos dos outros teríamos melhores condições de intervir nos problemas dos outros.
Mas não, o nosso presidente quer aparecer e ser o 'presidente'da ONU, então os nossos problemas não significam nada.
Pare e pense se sequer um país, só um, interveio e se indignou quando a isabela nardoni foi jogada do prédio... Ninguém , afinal isso é problema nosso, mas o Irã não podia sair dessa sem uma alfinetada dos 'humanistas' dos Estados unidos entre outros, cerca de 23 pessoas só este ano já foram apedrejadas no Irã mas essa mulher que sabia suas consequências foi diferente, então os EUA viram a oportunidade perfeita de mostrar ao mundo quão desumano o Irã é, podemos concluir que este episódio não passou de um golpe político, e que daí em diante tudo vai piorar...
Acredito que quando aceita-se viver em sociedade devemos estar cientes das leis da mesma. Se a lei pune severamente mulheres adulteras, que assim seja, leis existem pra serem seguidas caso contrário o caos seria ainda maior.
ResponderExcluirEssa história já nem precisa falar muito porque se ela foi capaz de infringir as leis do pais e realizar atos contra a sua cultura, ela também está ciente que como consequencia do seu ato iria ter uma punição. A muito tempo essas punições acontecem no Irã e assim como em uma sociedade normal, deve sim ser punida.
ResponderExcluirAlexandre 1ºA